Os segredos da gravação do Fado?

O que é o Fado? De onde veio? Para onde se dirige? Existe um limite daquilo que se pode fazer com o Fado, sem que deixe de o ser? Há segredos na captação do Fado?
Para as 3 primeiras questões podemos recorrer a verdadeiros peritos em Fado, gente muito habilitada que, com toda a certeza, nos deixarão esclarecidos sobre todos estes assuntos e que um destes dias serão nossos convidados.
Há um limite no qual o Fado deixa de o ser? Provavelmente. O que não deve ser impeditivo de muitos o testarem e ultrapassarem, pois a partir desse ponto vão surgir ambientes interessantes e ambientes mais arriscados que irão passar a ser qualquer outra coisa. Mas a isto chama-se criação. E basta não ouvir, não é necessário ficar melindrado ou ofendido.
Quanto a segredos, talvez os haja. Para mim o essencial é escutar os Fadistas, escutar as Guitarras, escutar as Violas, escutar os Baixos: Escutar o que se está a passar, saber transcrever o ambiente para a gravação, como um escritor passa os seus pensamentos para o papel.
A Captação: é claro que há algumas regras a seguir, mas isso são técnicas que, na sua maioria, qualquer gaiato pode ver no “youtube”.
O fundamental é captar a Essência, a Alma, como fazia o Hugo Ribeiro, sem os meios técnicos dos dias de hoje. Claro que é importante uma boa sala e isso era mais comum no tempo do Hugo do que no nosso.
Considero-me um privilegiado pois já gravei praticamente todos os fadistas e músicos profissionais, representativos no panorama atual do fado e muitos amadores de grande qualidade.
Considero-me um privilegiado pois já assisti a grandes momentos de Fado, verdadeiros concertos privados: só para mim.
Para mim o Fado é um estado de alma. E o segredo é ter alma e maturidade para o gravar.

Comments are closed.